Atividades Práticas Supervisionadas
Tema: Uma ponte entre as teorias da Linguística Textual e a sala de aula.
Resenha do Livro: KLEIMAN, A. Oficina de leitura – teoria e prática. 12ed. Campinas, SP, Pontes, 2008. Páginas 9-30.
O livro abre uma discussão com relação à forma como a leitura é apresentada em sala de aula. A autora faz uma crítica aos métodos utilizados pelos professores e livros didáticos ao usar textos para o ensino de gramática sem refletir sobre a intenção do autor e a escolha das palavras naquela situação, sem levar em conta os diversos estágios de desenvolvimento dos alunos e seu conhecimento sociocultural. Kleiman foca em seu trabalho a leitura como processo psicológico em que o leitor utiliza diversas estratégias baseadas no seu conhecimento linguístico, sociocultural, enciclopédico. O livro propõe atividades desenvolvidas em oficinas de leitura para estimular o interesse dos alunos criando leitores conscientes e apaixonados pela leitura.
Com a leitura desses dois primeiros capítulos podemos perceber facilmente a crítica trazida pela autora aos modos como a leitura é trabalhada no contexto escolar. A autora esclarece como os métodos atuais de apresentar a leitura em sala de aula forma leitores passivos, que se conformam em não compreender o sentido de um texto. O livro destaca os principais erros cometidos pelos professores e livros didáticos que desestimulam o interesse pela leitura, tais como: leitura silenciosa, utilizar fragmentos de textos sem considerar seu contexto, a utilização do texto apenas como conjunto de elementos gramaticais, o texto como mero repositório de mensagens e informações, a leitura como decodificação, a leitura como avaliação, a redução da atividade da leitura para preenchimentos de fichas resumos e relatórios. Esses são argumentos válidos feitos pela autora e acreditamos serem fatores que precisam ser repensados para mudar a forma como os alunos encaram a leitura. Esses métodos mecânicos de apresentar a leitura tornam essa atividade algo maçante e mera obrigação ao invés de algo estimulante e prazeroso.
Concordamos com a crítica feita pela autora e assim como ela, acreditamos que as mudanças devem começar com o professor. O professor precisa ser antes de tudo, apaixonado pela leitura para poder despertar essa mesma paixão em seus alunos. O professor serve de mediador entre o aluno e o autor. Há que se buscar alternativas às propostas obsoletas da apresentação da leitura em sala de aula para formarmos leitores conscientes e que encarem a leitura não como obrigação, mas como fonte de conhecimento e prazer.
Geilza Franco, Greice Correia, Lúcia Bezerra, Priscila Oliveira, Raquel da Cruz, Rita Silva.
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